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Verificação regulamentar de desempenho energético.

Verificamos a conformidade de projetos de arquitetura e de especialidades com o Decreto-Lei n.º 101-D/2020 e a Portaria n.º 138-I/2021 — envolvente, ventilação e sistemas técnicos — e propomos soluções quando algo não cumpre, antes de chegar à obra.

Enquadramento. Os requisitos energéticos fazem hoje parte dos próprios projetos.

01

Integrado nos projetos

Com o Decreto-Lei n.º 101-D/2020, os requisitos de desempenho energético passaram a ser demonstrados nos projetos de arquitetura e de especialidades, desde a fase de projeto.

02

Edifícios novos

Os edifícios novos têm de cumprir os requisitos de conceção da envolvente e dos sistemas técnicos e o desempenho energético exigido.

03

Renovações

Grandes renovações e renovações de menor dimensão seguem regimes distintos: o nível de exigência depende da extensão da intervenção.

04

Habitação e serviços

A Portaria fixa requisitos diferentes para habitação e para comércio e serviços — na envolvente, na ventilação e nos sistemas técnicos.

Envolvente. Anexo I da Portaria n.º 138-I/2021.

I.1

Envolvente opaca

Caracterização térmica dos elementos e coeficientes de transmissão térmica máximos (Umáx) de paredes, coberturas e pavimentos, em zona corrente e em pontes térmicas planas, por zona climática (I1 a I3) e por região — Tabelas 1 a 4.

I.2

Envolvente envidraçada

Coeficiente de transmissão térmica máximo dos vãos (Uw) — por exemplo 3,30 W/(m².°C) em comércio e serviços — e fator solar máximo, considerando sombreamentos, inércia térmica e área envidraçada (Tabelas 6 a 8).

I.3

Instalação correta

Aplicação por entidades habilitadas, de acordo com o projeto, as normas e as boas práticas, com fichas técnicas, marcação CE e declarações de desempenho.

I.4

Constrangimentos

Isenções e valores alternativos (Tabelas 5 e 7) em caso de constrangimentos técnicos, funcionais ou económicos devidamente justificados.

Sistemas técnicos. Anexo II da Portaria n.º 138-I/2021 — oito sistemas.

II.1

Ventilação

Caudais mínimos de ar novo (taxa de renovação em habitação; ocupação e edifício em comércio e serviços), extração, filtragem, distâncias a fontes poluentes e prevenção do radão.

II.2

Climatização

Regulação por espaço, isolamento de tubagens e condutas, free-cooling, recuperação de calor, escalonamento de potência e pontos de monitorização.

II.3

Águas quentes

Dimensionamento pelo consumo diário de referência, isolamento, sistemas solares térmicos e monitorização.

II.4

Iluminação

Em comércio e serviços: densidade de potência instalada máxima por 100 lux para cada tipo de espaço e segregação de circuitos ou controlo digital.

II.5

Produção de energia elétrica

Unidades de produção para autoconsumo e cogeração, dimensionadas em função do consumo do edifício.

II.6

Automatização e controlo (SACE)

Em comércio e serviços: gestão técnica a partir de 100 kW e gestão técnica centralizada a partir de 290 kW de potência nominal global.

II.7

Instalações de elevação

Classe de eficiência energética mínima de ascensores, escadas mecânicas e tapetes rolantes, segundo a ISO 25745.

II.8

Carregamento de veículos elétricos

Pré-instalação para todos os lugares em habitação; em comércio e serviços, para um em cada cinco lugares, com pelo menos dois pontos de carregamento.

Seis requisitos por sistema. A Portaria organiza cada sistema técnico pelos mesmos critérios — e é assim que verificamos.

01

Requisitos gerais

Conceção que permita a condução e manutenção, caracterização dos equipamentos, etiquetagem e conceção ecológica.

02

Desempenho energético geral

Eficiências mínimas, isolamentos, densidades de potência e classes energéticas exigidas.

03

Dimensionamento adequado

Sistemas dimensionados para as necessidades reais do edifício, sem sobredimensionamento.

04

Instalação correta

Execução por entidades habilitadas, de acordo com o projeto e as boas práticas.

05

Ajustamento adequado

Ensaios, medições e comissionamento — obrigatórios em sistemas de maior dimensão de comércio e serviços.

06

Controlo adequado

Regulação, programação, monitorização e integração na gestão técnica do edifício.

Como trabalhamos. Em articulação com a equipa projetista, desde as primeiras fases.

01

Análise do projeto

Peças desenhadas e escritas de arquitetura e de especialidades, na fase em que o projeto se encontrar — estudo prévio, licenciamento ou execução.

02

Verificação de requisitos

Verificação sistemática, ponto a ponto, dos requisitos da Portaria aplicáveis ao tipo de edifício e de intervenção.

03

Soluções

Para cada não-conformidade, alternativas concretas — materiais, espessuras de isolamento, caixilharia, sombreamento, sistemas — quantificadas quando necessário por simulação.

04

Relatório de conformidade

Documento de verificação para integrar no processo, articulado com o pré-certificado energético e, no final da obra, com o certificado.

Um só interlocutor. Do projeto ao certificado, com a mesma equipa.

PQ

Pré-certificado e certificado

A verificação regulamentar prepara o pré-certificado na fase de licenciamento e o certificado energético no final da obra. Certificação energética ›

SD

Simulação dinâmica

Quando a conformidade em comércio e serviços é demonstrada por comparação de necessidades de energia, ou para escolher entre alternativas, a simulação dinâmica dá a resposta. Simulação dinâmica ›

TGE

Operação do edifício

Nos grandes edifícios de serviços, as opções de projeto têm continuidade no plano de manutenção e na gestão de energia. Técnico de Gestão de Energia ›

Perguntas frequentes.

A quem se destina este serviço?

Essencialmente a promotores e donos de obra. Como entidade independente das equipas de projeto, asseguramos uma verificação de terceira parte, isenta, de cada especialidade individualmente e de todas em conjunto — garantindo que as soluções de arquitetura, envolvente e sistemas técnicos são coerentes entre si e cumprem a regulamentação. Aplica-se a edifícios novos, grandes renovações e renovações de menor dimensão, de habitação ou de comércio e serviços.

Em que fase devemos pedir a verificação?

O mais cedo possível. Em estudo prévio, corrigir uma espessura de isolamento, um vão ou um sistema custa pouco; na fase de execução ou em obra, o custo e o atraso são muito maiores.

E se o projeto não cumprir algum requisito?

Identificamos a não-conformidade e propomos alternativas. A Portaria prevê também, em situações justificadas, constrangimentos técnicos, funcionais ou económicos com requisitos alternativos — avaliamos se se aplicam e como os fundamentar.

A verificação regulamentar inclui o pré-certificado?

São trabalhos complementares. A verificação assegura que o projeto cumpre os requisitos; o pré-certificado, emitido por Perito Qualificado, regista o desempenho energético previsto. Podemos tratar dos dois em conjunto.

Tem um projeto em curso? Envie-nos as peças do projeto — dizemos-lhe o que verificar e enviamos uma proposta sem compromisso.